imagem: céu em tons laranja com o nascer do sol entre nuvens

Sistema de Apresentação Remota e Reconhecimento Facial - SAREF:

Experiência do usuário

Sobre o projeto

O Sistema de Apresentação Remota e Reconhecimento Facial - SAREF é uma criação da ACID - Assessoria de Ciência de Dados do TJDFT, assim como o Ámon, a inteligência artificial que administra a base de dados usada pelo SAREF.

Com previsão de instalação do sistema em um totem de autosserviço e, futuramente, disponibilização da versão mobile, o SAREF foi planejado para atender à demanda da Vara de Execuções das Penas em Regime Aberto - VEPERA no tocante à apresentação periódica de apenados determinada por decisão judicial.

 

Neste projeto de inteligência artificial, que corresponde ao primeiro case nacional de apresentação criminal remota, o Laboratório Aurora inicialmente realizou estudos quanto ao perfil dos apenados, destacando-se os desafios em relação ao grau de escolaridade, ao acesso a tecnologias e ao letramento digital.

 

A partir desses dados, o Aurora auxiliou na definição da navegação do usuário no site do Tribunal e também no desenvolvimento das telas do sistema e de manuais explicativos, a fim de aperfeiçoar a experiência e otimizar o processo de apresentação de apenados na VEPERA.

 

Também houve um esforço do Laboratório em compatibilizar a versão do SAREF destinado ao totem com as melhores práticas de acessibilidade e inclusão, além de conceber o modelo de seu suporte físico.

 

Como dinâmica de trabalho, o Aurora conduziu oficinas de revisão da linguagem, de design das telas do sistema e de discussão de requisitos de acessibilidade, usabilidade e interatividade do totem, as quais contaram com a participação de magistrados e servidores da VEPERA e representantes da Assessoria de Comunicação Social - ACS, da Ouvidoria-Geral - OVG, do Núcleo de Inclusão - NIC, do Escritório de Projetos de Tecnologia da Informação – EPROJTI e da ACID.

 

A expectativa é de que as quase 20 mil pessoas que comparecem bimestralmente à VEPERA façam uso do serviço.

Totem (acesso presencial)

Para construção da estrutura do totem foram utilizados apenas os recursos materiais já disponíveis no Tribunal. O projeto do servidor Renato Lúcio Lopes, da Secretaria de Administração Predial, foi totalmente executado pela equipe de marcenaria do TJDFT.

 

O dispositivo construído conta com iluminação acima da tela para melhorar a qualidade da foto, uma webcam e um mouse. A tela é ampla e facilita a leitura. O computador e o teclado ficam ocultos dos usuários e são acessados somente pela equipe técnica para manutenção ou para desligar o equipamento ao término das atividades.

O totem foi homologado e disponibilizado aos usuários em 13 de julho de 2021. O equipamento permite que o apenado acesse o SAREF e faça sua apresentação sem a intermediação de um servidor do TJDFT.

O acesso ao SAREF é feito a partir da página do TJDFT, ou seja, exige que o computador que faz parte do totem esteja conectado à rede de dados. Outro destaque é que o totem não tem custo de sistema operacional, o sistema usado é gratuito e não precisa de licenciamento. Além disso, há a segurança de ser restrito ao SAREF, ou seja, não é possível acessar nenhum outro site a partir do totem.

 

Com a possibilidade de autoatendimento e com a descentralização do serviço, espera-se uma rápida redução nas filas e maior celeridade em todo o procedimento.

totem.png

Mobile (acesso remoto)

​Com o módulo SAREF Mobile, disponibilizado aos usuários em 12 de agosto de 2021, o apenado pode usar um celular com câmera e acesso à internet para entrar na página do TJDFT e se conectar ao SAREF. Dessa forma, é possível fazer a apresentação de onde o usuário estiver.

O sistema usa tecnologia de geolocalização para identificar o local em que o apenado se encontra ao fazer a apresentação, por isso o procedimento somente é possível se o GPS do aparelho estiver ativado. A segurança é reforçada pelo uso de um CAPTCHA, teste de desafio cognitivo utilizado como ferramenta antispam, e outros requisitos de criptografia. Importante mencionar também que todas as telas foram analisadas à luz da Lei Geral de Proteção de Dados.

Atualmente, já foram iniciados os estudos de expansão do SAREF para outras unidades judiciárias do TJDFT.